Como é acampar em Bonito: viagem, passeios, cachoeiras e hospedagem


Mora Pernambuco e tá a fim de fazer um trip massa, sem gastar muito dinheiro e ainda vai voltar com uma bagagem de aventuras para postar nas redes sociais e preencher o seu porta retratos? Então confere as dicas neste post!

Foto: Aline Siqueira // Entre Embarques

Se você é da turma do camping, vai amar esse passeio. Mas se você gosta de se arriscar na natureza (mas nem tanto), esse passeio também foi feito pra você. Além de tranquilo, é uma viagem que pode ser feita em casal ou em grupo. O embarque da vez foi para as cachoeiras de Bonito, cidade que dista cerca de 136 km do Recife.

Depois dessa trip a vontade é de acampar por todo e qualquer lugar! O resultado dessa experiência fantástica nos rendeu POUQUÍSSIMAS FOTOS – porque estávamos muitíssimo ocupados aproveitando cada segundo da viagem – e muita história para contar. Mas vamos ao que interessa…

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HOSPEDAGEM/CAMPING:

Na verdade, não é nada difícil achar local para acampar em Bonito. Por ser uma das maiores atrações da cidade e que atrai, anualmente, muitos turistas para a região, a área que compreende as CACHOEIRAS está cheia de locais para acampamento. Depois de rápida pesquisa e algumas ligações, escolhemos o BONITO ECOPARQUE para armar a barraca. A diária do camping custa R$ 30* por pessoa e se você quiser café da manhã incluso na hospedagem deve desembolsar mais R$ 10 cada.

*Valores cobrados nos anos de 2014/2015 – veja tabela vigente no site do Bonito Ecoparque.

A estrutura do local é privilegiada. Tem psicina, estacionamento amplo (interno e externo), restaurante, banheiro coletivo com chuveiro e trocador (para homens e para mulheres), pousada, área de camping com ponto de energia individual – com tomadas adaptadas para o novo padrão brasileiro – e capacidade para umas 12 barracas. O local também tem os tradicionais esportes de aventura (para crianças e para adultos) como rapel, tirolesa, arvorismo, escalada e uma lagoa onde os visitantes podem pescar.

Para fazer todos os esportes radicais é preciso comprar na bilheteria do parque o passaporte de aventuras. O controle dos visitantes é feito com as pulseirinhas verde (camping) e amarela (passaporte de aventuras). Confesso que não me recordo do valor que eles cobram (a parte) pelos esportes radicais, pois pagamos junto com a diária do camping e as refeições. Mas com certeza não é um preço exorbitante.

​​O restaurante do local é amplo e no café da manhã é servido frutas, leite, água, suco, cuscuz, salsicha, queijos e uma variedade de comidas regionais. No almoço o cardápio não é dos melhores, talvez por não ser uma especialidade da casa, então o melhor é sair do Ecoparque e procurar algum lugar para comer no centro ou região, fora que o preço é bem acima da média. Já o jantar compensa, mas também achei o preço um pouco salgado quando o objetivo é fazer uma viagem mais em conta e sem luxo.

Dentro do Ecoparque – que funciona também como clube de passeio (você paga uma entrada e curte a piscina e as atrações que o lugar oferece) – há também uma pequena cachoeira que forma um pequeno rio, o Rio Verdinho, durante toda a extensão do local. Em dezembro a água é bem geladinha, mas quem não tem “medo de frio” pode se jogar e relaxar por ali mesmo. Também é às margens dessas águas que os campistas armam a barraca e começam a se conectar com a natureza.

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CONETADOS APENAS COM A NATUREZA

No camping e na pousada o sinal do CELULAR NÃO PEGA. Aliás, sinal de telefone mesmo só na área da piscina e olhe lá! Você pode achar isso uma desvantagem, mas nós aproveitamos a situação para ficarmos apenas em sintonia com todo aquele verde maravilhoso e o canto das corujinhas a noite.

No primeiro dia de camping ficamos sozinhos. Tivemos tranquilidade para escolher onde íamos armar a nossa barraca e aproveitamos para descansar da viagem esticando as pernas numa esteira por meia horinha e apreciando a paisagem. A sensação, para descrever de uma maneira sincera, é de tranquilidade e calmaria.

Durante a noite outras pessoas começaram a chegar e armar suas barracas. Muitos estão apenas de passagem e acampam só para passar a noite e no outro dia seguem viagem. A gente fez amizade com um casal de biólogos de Aracaju e sua filhinha que chegou durante a noite e fizeram a viagem da gente ser melhor do que esperávamos (pena termos ido embora um dia antes deles)!

Em uma das noites fizemos uma fogueira para nos aquecer do frio e eles incrementaram com marshmallows na brasa depois de cozinharem o próprio jantar e nos convidarem para dividir o momento. Para ficar TOTALMENTE PERFEITO só faltou a gente levar o violão e puxar a cantoria.

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​​​O QUE FAZER:

As CACHOEIRAS são a principal atração de Bonito, consideradas a segunda maravilha de Pernambuco. São diversas quedas d’água e piscinas naturais espalhadas pelo município e que atraem turistas do País inteiro. As mais famosas são a Barra Azul, Pedra Redonda, Ecoparque, Mágico, Poço Dantas, Véu de Noiva I e II, Paraíso, Gruta; as furnas da Pedra Oca e do Rodeadouro; o Mirante da Serra do Araticum e a Reserva Ecológica Mata do Mucuri Hymalaia. .

Porém, para ter acesso a esse pedaço de paraíso em terra é preciso estar de carro ou os velhos paus-de-arara (como é comum na região), pois a distância entre o centro da cidade e a área de ecoturismo, cerca de 20km – onde estão situados os campings e as cachoeiras – ficam um pouco distantes. Mas o caminho é fácil e não tem errada (ver segunda foto deste post que mostra a placa cque marca o caminho das cachoeiras).

Caso não queira se aventurar sozinho(a), vá até o centro de turismo da cidade e procure se informar sobre serviços/passeios com guias credenciados (EXIJA A CARTEIRINHA). Além de ser uma maneira mais segura de conhecer a região, você contribui com a população local, pois muita gente vive do turismo em Bonito.

Se não for muito de natureza ou tiver medo de passar a noite acampando, por exemplo, você pode se hospedar em uma das diversas pousadas ou hotéis-fazenda no centro e explorar a área ecológica durante o dia – é outra alternativa. No fim do post vou deixar algumas informações sobre como se virar na cidade.

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Há muito o que se observar na cidade e você pode aproveitar para almoçar em algum dos restaurantes do lugar. Além das cachoeiras, você pode visitar a colônia dos japoneses para conferir o cultivo das flores, a Igreja de São Sebastião construída em 1840, além de outros atrativos.

OUTROS ATRATIVOS:

No caminho da cidade NÃO ESQUEÇA de parar na lojinha da fazenda para comprar queijos, iogurtes, doces, bolachas, pães e outras delícias feitas pelo nativos. Nós descemos para conferir os preços e vale muito a pena. Só nos arrependemos de ter trazido pouca coisa!

A dica também vale para você que vai acampar ou se hospedar na cidade por alguns dias e quer comprar comidinhas para passar dias felizes! E para os que gostam de levar para casa uma lembrança de viagem, o artesanato em madeira e cerâmica é vendido por toda a cidade.

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ATENÇÃO NA ESTRADA!

Como nem tudo há de ser flores, é importante você ir DEVAGAR E SEMPRE no que se refere ao caminho, pois a RODOVIA PE-103, ESTRADA que leva até o centro da cidade de Bonito, é interminavelmente H-O-R-R-Í-V-E-L. Infelizmente o poder público parece ter esquecido aquela localidade por muito tempo, embora muito se reclame. BURACOS ENORMES por toda a parte fazem os motoristas terem que reduzir muito a velocidade e praticamente brigarem pelo resto de acostamento que ainda tenta se manter ali naquele longo trecho.

Engraçado é que antes de viajarmos essa tinha sido a recomendação do meu sogro, e durante o trajeto tivemos a nossa própria experiência – apesar dos anos, o local continua igual (e provavelmente pior). E a situação se torna mais crítica, justamente, no trecho que antecede a cidade de Bonito e depois “melhora” razoavelmente. Uma pena porque o caminho forma um lindo túnel de árvores, mas a atenção na estrada é tanta que esse detalhe quase se perde de vista.

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Para obter outras informações sobre a cidade, acesse o portal da prefeitura do Bonito neste link.

Aline Siqueira

Sou pernambucana, natural do Recife, cidade que atualmente é o meu cais. Jornalista, graduada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), trabalho atualmente como diretora de comunicação em uma agência de conteúdo e digital marketing e também gosto de ser blogueira full time. Amo viajar, escrever, perguntar, aprender coisas novas e experimentar. Curiosa, também me aventuro nas terras do fotojornalismo e tenho como grande paixão e dom fotografar lugares. Desde a faculdade sempre me imaginei um dia trabalhando na Revista Viagem e Turismo. Os caminhos, no entanto, me trouxeram até aqui. Mas, enquanto eu não chego lá, a vida me deu o Entre Embarques, que edito desde 2012, para eu não morrer de emoções jorrando pela boca. Enfim... De avião, de carro, a pé ou de trem, não importa o meio, meu negócio é VIAJAR. Por isso, não esquento se tiver que passar horas em um aeroporto ou num avião porque para mim vira tudo uma aventura. Acho que o segredo é aproveitar a mágica do momento - afinal, o que é viajar se não SE PROPOR, abrir caminhos e expandir horizontes?

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